Anime
Eiichiro Oda revela por que Dragon se manteve afastado de Luffy em One Piece
Em One Piece, as relações familiares raramente seguem o caminho tradicional dos shonens. Ao contrário de histórias que enfatizam herança, convivência e laços diretos entre pais e filhos, a obra de Eiichiro Oda opta por retratar conexões mais complexas e, muitas vezes, marcadas pela ausência. Esse é exatamente o caso de Monkey D. Dragon e Luffy, um dos vínculos mais misteriosos da franquia. Agora, Oda finalmente explicou por que pai e filho nunca conviveram — e o motivo é mais profundo do que aparenta.
Dragon nunca viveu com Luffy para protegê-lo
Durante uma pausa do mangá principal, a Weekly Shonen Jump publicou em sua edição #49 de 2024 um especial chamado Odacchi responde 10 perguntas com 10 respostas. Uma das perguntas foi direta: Dragon já viveu com Luffy? Oda respondeu que não, e esclareceu que, como líder do Exército Revolucionário, Dragon jamais poderia permitir que sua relação com o filho se tornasse pública. Isso colocaria Luffy em risco constante, alvo direto do Governo Mundial e dos Dragões Celestiais.
Portanto, Dragon se afastou não por negligência, mas por proteção. A escolha foi feita com consciência e dor, principalmente após os horrores vividos por ele em God Valley. O silêncio e a distância foram um escudo para o filho, uma forma de garantir que Luffy pudesse crescer livre das ameaças políticas que cercavam sua figura paterna.
Uma decisão que o diferencia de outros pais em One Piece

A postura de Dragon contrasta fortemente com a de outros pais da obra, como Bartholomew Kuma, que sacrificou sua humanidade para salvar a filha Bonney. Enquanto Kuma enfrentou o mundo diretamente, Dragon optou pelo caminho da discrição, afastando-se do filho por saber que sua presença o colocaria em perigo.
Mais do que uma revolução contra o Governo Mundial, a jornada de Dragon é também contra a ideia de que laços pessoais possam coexistir com uma guerra por liberdade global. Ele entende que conviver com Luffy significaria viver constantemente preocupado e limitar o potencial do filho. Ao confiar sua criação a Garp, Dragon garantiu que Luffy tivesse uma infância estruturada, mesmo sem a figura paterna presente.
Curiosamente, Luffy nunca demonstrou ressentimento. Ele construiu sua própria família com a tripulação dos Chapéus de Palha, e encontrou no mar o espaço para se tornar quem é. A ausência de Dragon, longe de ser um abandono, foi uma forma silenciosa de amor — moldada pelas circunstâncias de um mundo em guerra.
Confira também:
Anime
3 Animes com temporadas finais perfeitas
Finalizar uma história longa de forma satisfatória é um desafio para qualquer produção. Em animes com várias temporadas, esse desafio cresce ainda mais: são anos de desenvolvimento, dezenas de personagens e arcos complexos. Por isso, poucos animes conseguem realmente entregar uma temporada final perfeita. Apesar de casos elogiados como Cowboy Bebop ou Fullmetal Alchemist: Brotherhood, muitos têm apenas uma temporada contínua ou encerram de forma contida. Mas alguns se destacam por fecharem com maestria — até mesmo sob críticas.
Confira três animes que entregaram finais marcantes
3) My Hero Academia

A oitava temporada de My Hero Academia, encerrada em dezembro, conseguiu concluir a trajetória de Deku e seus amigos com coerência e impacto emocional. Embora o mangá tenha dividido opiniões com seu final, o anime soube organizar os momentos-chave, tornando a conclusão mais satisfatória na tela. O arco final traz lutas intensas, acertos de contas e uma mensagem de esperança, sem ignorar as perdas e consequências dos conflitos enfrentados pelos heróis.
2) Mob Psycho 100

Com três temporadas consistentes, Mob Psycho 100 encerrou sua história de forma exemplar. A última temporada equilibra o amadurecimento emocional de Shigeo com os elementos sobrenaturais que definem a série. O arco de Dimple é adaptado com excelência, tanto no drama quanto na ação, e a jornada de Mob para aceitar seu lado mais obscuro entrega uma conclusão madura, tocante e visualmente marcante. O encerramento reafirma a série como uma das grandes obras do estúdio Bones.
1) Attack on Titan

Polêmico, sim — mas coerente. A última temporada de Attack on Titan, dividida em quatro partes, conclui a saga de Eren Yeager de forma intensa, brutal e fiel ao tom da obra. Embora o desfecho tenha dividido o público, a mensagem central sobre violência cíclica, liberdade e tragédia humana foi transmitida com força. A animação impressiona, os personagens têm seus arcos concluídos com profundidade e o ritmo narrativo é conduzido com firmeza desde o início da quarta temporada. Um encerramento ousado que, para muitos, representa o único final possível.
Confira também:
Anime
Smoker pode despertar o Haki do Conquistador antes de Sanji em One Piece
A teoria sobre o próximo usuário do Haki do Conquistador em One Piece ganhou força entre os leitores com o retorno recente de Smoker nos capítulos atuais do mangá. Enquanto muitos fãs apostam em Sanji como o próximo personagem a despertar esse tipo raro de Haki, uma análise mais detalhada dos indícios aponta para outro caminho. A construção narrativa de Smoker e suas ações ao longo da obra reforçam a possibilidade de que ele seja o próximo a demonstrar essa habilidade.
O Haki do Conquistador, conhecido por manifestar-se em personagens que impõem sua vontade sem se submeter a ordens, está diretamente relacionado à postura de liderança e rebeldia. Smoker sempre se destacou como um oficial da Marinha que age conforme sua própria noção de justiça. Ele desafiou superiores, recusou méritos indevidos e constantemente atuou de forma independente, o que o coloca ao lado de figuras como Garp e Sengoku, que também demonstraram essa força de vontade inabalável.
Sua atuação no arco de Punk Hazard, enfrentando ameaças como Vergo, Law e Doflamingo, além de quase morrer, revela o tipo de situação extrema que costuma despertar o Haki, segundo as palavras de Rayleigh. A teoria ainda se apoia em sua liderança sobre o G-5, grupo rebelde da Marinha que só respeita Smoker, e em sua recente aparição no arco de Egghead, onde surge de forma destacada com seu “Billower Bike”.
Smoker continua relevante no enredo

A volta de Smoker no capítulo 1117, remando com um contêiner no mar, foi vista por muitos como uma escolha consciente de Oda para preparar seu retorno à trama. Poucos capítulos depois, o mangá trouxe uma capa focada no personagem, o que também reforça a ideia de que o autor quer reacender a presença de Smoker no palco principal.
Outro ponto relevante é a possível ligação de Smoker com os projetos de Vegapunk, incluindo os Serafins. Caso o vice-almirante tenha treinado ou enfrentado essas criaturas híbridas, as batalhas intensas e tecnológicas envolvidas poderiam servir como gatilho para o despertar do Haki.
Se confirmado, o Haki do Conquistador em Smoker traria uma nova camada de complexidade à narrativa de One Piece, apresentando um membro da Marinha com o mesmo tipo de força espiritual que figuras lendárias dos piratas. Isso também aumentaria o peso de Smoker nos confrontos finais da obra, sem que ele precise se igualar a Luffy em estilo ou ideologia.
Confira também:
Anime
Koichi desperta completamente sua individualidade em My Hero Academia Vigilantes? Entenda o que esperar da 2ª temporada
A 2ª temporada de My Hero Academia Vigilantes estreia em janeiro de 2026, trazendo o desenvolvimento de Koichi Haimawari como o grande foco, mas sem mostrar ainda o auge de sua evolução. A série se diferencia por destacar heróis fora do sistema tradicional, e Koichi, com sua habilidade despretensiosa chamada Deslizar, é o exemplo mais claro disso. Embora ele seja subestimado no início, o anime já insinua desde os primeiros episódios que há algo maior dentro dele.
A transformação completa de Koichi em um herói capaz de voar, repelir ataques e criar escudos ainda está distante, prevista para ser adaptada apenas na provável terceira temporada. Na fase atual da história, o espectador verá o protagonista no estágio intermediário, dominando novas técnicas e reagindo a ameaças inesperadas com criatividade. Ele passa a utilizar movimentos inéditos como o Disparo-Explosivo, além de demonstrar reflexos apurados e até levitação em momentos críticos.
Evolução da individualidade de Koichi na nova temporada

Os episódios da nova fase vão mostrar o impacto do treinamento com heróis veteranos e os combates contra vilões que forçam Koichi a explorar os limites de seu poder. A habilidade de aderir a paredes e se mover no ar já se torna mais evidente, mas o destaque será o uso estratégico do que ele já possui, e não necessariamente o desbloqueio de novos poderes.
Essa temporada também vai aprofundar as conexões com a história principal, com destaque para o passado de Aizawa, criando paralelos entre os dois protagonistas. O enredo reforça que o crescimento de Koichi está mais ligado ao seu senso de justiça do que à busca por poder.
No arco do Cerco a Naruhata, que deve ser adaptado apenas futuramente, Koichi atinge seu verdadeiro ápice. Ele aprende a voar de forma contínua, repele ataques com o corpo todo e ergue barreiras protetoras. Até lá, o anime constrói esse avanço com lógica e consistência, sem apressar a narrativa.
Em resumo, a segunda temporada de My Hero Academia Vigilantes se concentra em apresentar ameaças inéditas e consolidar a evolução tática e emocional de Koichi, preparando terreno para o despertar completo de sua individualidade em fases futuras da adaptação.
Confira também:
-
Anime5 meses agoJujutsu Kaisen – Ordem Cronológica do Anime, Mangá e Filmes
-
Anime4 meses agoTodos os vilões de Gachiakuta, ranqueados
-
Anime5 meses agoOnde ler o mangá de Demon Slayer depois do filme Castelo Infinito
-
Anime5 meses agoDemon Slayer – Todos os Hashiras, do mais fraco ao mais forte
-
Anime5 meses agoNovo anime Baki Hanma – Tudo sobre a sequência que chega em 2026
-
Anime5 meses agoOs 10 Demônios Mais Poderosos de Chainsaw Man Parte 1
-
Anime5 meses agoTodas as 5 mortes em Demon Slayer Castelo Infinito
-
Anime5 meses agoQual é o demônio mais forte de Chainsaw Man?